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Pirâmide da aprendizagem: conceito e questionamentos

Escrito por: Carlos Bafutto

Na teoria da Pirâmide de Aprendizagem existem formas mais eficazes de assimilação. Mas será possível estabelecer uma hierarquia entre as abordagens?

A Pirâmide de Aprendizagem é amplamente difundida como uma abordagem pedagógica em que o nível de retenção por parte do aprendiz varia de acordo com a forma que ele se relaciona com o conteúdo. 

Elas são associadas aos estudos de William Glasser (pirâmide de aprendizagem) e Edgar Dale (cone de experiência) e ganharam uma hierarquia em que foram quantificados percentuais para cada tipo de atividade.

Pirâmide de aprendizagem - Cone de aprendizagem

A Teoria da Pirâmide de Aprendizagem 

O psiquiatra estadunidense William Glasser (1925-2013) afirmava que nenhum ser humano é totalmente desmotivado. De acordo com ele, somos aptos a aprender por meio de canais intrínsecos. Eles estão presentes em cada um de nós, pela liberdade pessoal diante do ato de estudar.

É a partir deste conceito que ele propôs a Pirâmide da Aprendizagem, que defende que a aprendizagem assertiva, não se limita à memorização mecânica ou a técnicas com formas padronizadas de retenção.

Isto quer dizer que quanto mais nos relacionamos com o conhecimento de forma ativa, um maior número de informações serão assimiladas. Em suma, quanto mais canais de aprendizagem associamos na hora de aprender mais significativa e efetiva será a nossa aprendizagem.

Pesquisas sobre a Pirâmide de Aprendizagem

No artigo – “Pirâmides e cones de aprendizagem: da abstração à hierarquização de estratégias de aprendizagem – os pesquisadores da Universidade do Norte do Paraná, Fábio Luiz da Silva¹ e Fabiane Tais Muzardo² concluem que tanto William Glasser como Edgar Dale “não criaram uma hierarquia de estratégias mais eficientes, muito menos associaram tais estratégias a porcentagem de sucesso ou insucesso na aprendizagem.

Eles afirmam também que “em algum momento essa associação foi realizada e transformou-se, com o tempo, em argumento de autoridade.” 

  • Fábio Luiz da Silva é Doutor em História. Professor do Programa de Pós-Graduação  em Metodologias para o Ensino de Linguagens e suas Tecnologias; 
  • Fabiane Tais Muzardo é Doutoranda em História. Professora do Curso de Licenciatura em História. 

Em outro artigo intitulado “Why the ‘learning pyramid’ is wrong” (Por que a ‘pirâmide de aprendizagem’ está errada), a articulista da editoria de Educação do jornal estadunidense The Washington Post, Valerie Strauss, argumenta em seu artigo que apesar de “algumas atividades mentais serem melhores para o aprendizado do que outras”, muitas variáveis ​​podem afetar a assimilação.

Um dos exemplos dessas variáveis citadas no artigo é o que os sujeitos sabem sobre o conteúdo a ser retido. Afinal, se o aluno já sabe algo sobre o assunto, a assimilação de uma nova informação certamente será muito melhor. 

Já sabemos pela experiência pedagógica que a variedade de estímulos pode aprimorar muito o aprendizado.

No entanto, saber quais deles são mais eficazes é uma tarefa que requer uma abordagem individual para cada pessoa.

Nesse sentido, a variedade de estímulos aplicada de forma personalizada pode tornar o aprendizado bem mais envolvente e eficaz por meio de um aprendizado ativo. 

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Aprendizado além dos números

Mesmo que algumas experiências de aprendizagem venham mais facilmente à mente do que outras, a retenção de acordo com as situações onde a aprendizagem ocorreu não pode ser representada por números. 

Mais importante do que uma hierarquia numérica é a forma como o aprendiz se relaciona com o conteúdo. A quantificação da retenção na pirâmide da aprendizagem tem sido questionada, mas os pedagogos e especialistas concordam que a variedade de estímulos enriquece e estimula a aprendizagem. 

Afinal, um dos fundamentos da teoria de William Glasser continua valendo e sem questionamentos: quanto mais o aluno se relaciona com o conteúdo, mais ele aprende. 

A aprendizagem ativa é uma abordagem que busca o envolvimento do aprendiz com o material do curso. Isto se dá por meio de discussões, resolução de problemas, estudos de caso, dramatizações e outras abordagens.

Elas atribuem mais responsabilidade ao aluno em seu processo de aprendizagem.

Metodologias ativas X Pirâmide de Aprendizagem

As metodologias ativas procuram instigar o raciocínio do aprendiz por meio da combinação de diferentes estímulos didáticos, muitos deles descritos na pirâmide de aprendizagem.

Elas estão baseadas em três pilares principais: 

  • O protagonismo do aprendiz na busca pelo conhecimento;  
  • A construção de novos conhecimentos partir dos conhecimentos prévios e da experiência pessoal; 
  • Os recursos didáticos proporcionam experiências significativas para a melhor assimilação.

Nesse sentido, apesar de não podermos quantificar ainda os níveis de retenção de acordo com o tipo de abordagem, as formas mais envolventes de aprendizagem trazem resultados mais concretos e duradouros. 

Fazer uso das metodologias ativas certamente ajudará a proporcionar um treinamento mais envolvente e eficaz.

Tecnologias que ampliam as experiências educacionais

Além disso, recursos tecnológicos como simuladores, vídeos interativos, fóruns online e plataformas de estudo vêm tornando o processo pedagógico mais envolvente.

Isso acontece à medida que engaja os alunos com atividades envolventes e desafiadoras. 

Outra vantagem é o fomento da construção coletiva do conhecimento onde os alunos colaboram entre si em prol do aprendizado. 

Essas estratégias colaborativas podem ser vistas em diversas metodologias ativas: Aprendizagem Baseada em Projetos, Estudos de Casos, Aula Invertida, Jogos e Dinâmicas, além de muitas outras. 

Em todas elas, o instrutor ou facilitador deve estimular a curiosidade dos alunos e proporcionar experiências de forma a instigar o aprendiz a aumentar conhecimentos e aprimorar habilidades.

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