Treinamento equipes técnicas

Aprimore a experiência nos treinamentos on-line

Escrito por: Carlos Bafutto

Como melhorar os treinamentos on-line e aproveitar ao máximo os recursos disponíveis nos ambientes digitais.

Os tempos atuais trouxeram desafios que aumentaram ainda mais a necessidade de adaptar e redesenhar a experiência de treinamentos presenciais para o formato digital.

Se os cursos on-line já haviam se tornado uma realidade para cada vez mais pessoas, as medidas de isolamento vêm mostrando que mesmo nessa modalidade de ensino, é importante promover uma abordagem mais humana e interativa.

Além disso, as dinâmicas e atividades que antes só eram idealizadas para treinamentos presenciais tiveram de ser adaptadas para treinamentos on-line com apoio de tecnologias.

Entretanto, para fazer dessas soluções ainda mais eficazes, é necessário planejar um roteiro pensado para a melhor assimilação de quem participa do treinamento.

Se você acredita que a tecnologia pode e deve ser usada para tornar treinamentos on-line mais envolventes e transformadores, por meio de metodologias inovadoras de aprendizado, veja a seguir alguns dos cuidados necessários para atingir esse objetivo.

Como e por que adaptar o seu treinamento a distância

A tecnologia usada em treinamentos EAD permite que qualquer conteúdo comum às salas de aula presenciais sejam aplicadas on-line. Para isso, bastam pequenas adaptações.

Além disso, existem outras vantagens subjetivas como o protagonismo e a autonomia do aluno em seu processo de aprendizagem.

É importante destacar que, assim como numa sala de aula física, o instrutor deve estar disponível no ambiente de aprendizagem virtual para tirar dúvidas e orientar os colaboradores em treinamento.

E para que isso ocorra, o planejamento é essencial na elaboração e realização de um treinamento a distância.

Entre os principais aspectos destaca-se uma plataforma digital de ensino intuitiva e fácil de usar. Além disso, é necessário ter clareza quanto os critérios de avaliação e de como será a interação entre instrutor e alunos.

Qual o papel do instrutor nos treinamentos on-line?

Nesse contexto, os instrutores exercem a  curadoria dos conteúdos a serem disponibilizados ou indicados aos colaboradores em treinamento.

Tal curadoria depende de uma combinação das competências comunicacionais, pedagógicas e organizacionais aferidas no diagnóstico do aluno, de forma que os conceitos estejam alinhados aos objetivos de aprendizagem propostos no treinamento on-line.

Uma boa maneira de manter o engajamento dos alunos (colaboradores) é oferecer web conferências e chats em tempo real (síncronas, ou seja, num momento em que todos estejam conectados à plataforma ao mesmo tempo). 

Já as atividades assíncronas (em que alunos podem acessar cada um a seu tempo), é preciso torná-las engajadoras e interessantes.

Um bom exemplo de atividades que engajam os alunos são os fóruns de discussão que permitem a construção colaborativa do conhecimento.

Utilize a tecnologia para apoiar as dinâmicas e atividades

Como já dissemos antes, o uso de ferramentas tecnológicas no ensino já é uma condicionante para a aplicação das tendências pedagógicas mais modernas.

No entanto, para que a tecnologia exerça o papel de facilitadora no processo de aprendizagem, é preciso saber empregá-la de forma eficiente.

A ideia aqui é aumentar o interesse dos aprendizes e fomentar a assimilação dos conteúdos. 

Mas, antes de demonstrar como a tecnologia pode apoiar as dinâmicas e atividades em um treinamento on-line, vale destacar um aspecto muito importante. Veja o que diz o professor Pedro Demo*, especialista em metodologia científica e aprendizagem:

DEMO (2008)“Toda proposta que investe na introdução das tecnologias da Informação e comunicação (TICs) na escola só pode dar certo passando pelas mãos dos professores. O que transforma tecnologia em aprendizagem, não é a máquina, o programa eletrônico, o software, mas o professor, em especial em sua condição socrática.”

*Autor de mais de 90 livros, Pedro Demo possui graduação em Filosofia – Bom Jesus (1963) e doutorado em Sociologia – Universität Des Saarlandes/Alemanha (1971). Professor titular aposentado da Universidade de Brasília, Departamento de Sociologia. Fez pós-doutorado na UCLA/Los Angeles (1999-2000).Trabalha com Metodologia Científica, no contexto da Teoria Crítica e Pesquisa Qualitativa. Pesquisa principalmente aspectos da aprendizagem.

Dito isso, vamos à aplicação do uso das TICs em treinamentos.

O que são as TICs?

As tecnologias de informação e comunicação (TICs) na EAD podem ser representadas por uma série de ferramentas que aprimoram significativamente um curso ou treinamento on-line.

Existem várias ferramentas que tornam o processo de aprendizagem muito mais interessante, engajador e eficiente.

Dentre elas, podemos enumerar:

  • aplicativos de colaboração on-line;
  • vídeos interativos;
  • gerenciadores de tarefas;
  • repositórios de conteúdo;
  • chats;
  • fóruns de discussão;
  • jogos interativos (gamificação);
  • videoconferências;
  • infográficos animados
  • etc.

Lembramos que essa infinidade de recursos só será efetiva ao aprendizado quando usados com planejamento pedagógico elaborado a partir de objetivos bem definidos de aprendizagem.

Leia também: Como montar uma estratégia de treinamento eficaz para condutores

Em treinamentos on-line a empatia é essencial

Sabemos que o maior objetivo de um treinamento é  a capacitação dos colaboradores. E essa finalidade só é possível quando o instrutor tem esse traço como um aspecto fundamental de seu ofício. Ele deve ser flexível e sensível às necessidades de cada aluno.

Na prática, isso se traduz em compreensão e respeito mútuo entre o instrutor e o aluno, que resultam numa interação saudável a favor de uma  aprendizagem realmente transformadora.

Afinal, o colaborador que passa por um treinamento precisa – de certa forma – admirar e confiar no seu instrutor para que seu subconsciente assimile de forma genuína o conteúdo apresentado.

Além disso, é preciso proporcionar um ambiente acolhedor entre os colegas de um treinamento de forma que fazê-lo não seja um fardo, e sim algo ao mesmo tempo prazeroso e desafiador. Trocando em miúdos, é preciso que os alunos  tenham vontade legítima de acessar o curso.

Veja o que diz o especialista em projetos de transformação da Educação com metodologias ativas e modelos híbridos José Manuel Morán* sobre o assunto:

MORAN (2000) “As mudanças na educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador. Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a ajudá-los melhor.”

*O professor, pesquisador, conferencista e orientador de projetos de transformação da Educação com metodologias ativas e modelos híbridos, José Manuel Morán, possui graduação em Filosofia pela Faculdade Nossa Senhora Medianeira (1971), mestrado (1982) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1987). Foi professor de Novas Tecnologias na Universidade de São Paulo (aposentado).

Como manter o engajamento nos treinamentos on-line

Mesmo com tanta praticidade e vantagens, o treinamento on-line pode ter alguns desafios quando o assunto é o engajamento dos alunos.

Nesse sentido, os designers instrucionais e os instrutores têm de trabalhar em conjunto para  buscar formas de garantir que os alunos consigam acompanhar um treinamento.

Vamos tratar aqui de alguns pontos importantes que podem ser vistos como dificuldades na aplicação de um treinamento a on-line.

Evasão dos alunos nos treinamentos on-line

Alguns alunos podem ficar desmotivados pela dificuldade em entender o conteúdo. Isso somado a exercícios demasiado extensos e avaliações inadequadas podem fazer com que o aluno perca o interesse.

Por isso, é muito importante o diagnóstico prévio das competências e necessidades do colaborador que receberá o treinamento. E, assim, planejar o conteúdo adequando ao perfil dos colaboradores em treinamento.

Falta de preparação dos alunos

Se o aluno não estiver habituado a estudar on-line, os resultados podem não ser os esperados.

Cabe ao instrutor a missão de coordenar de forma adequada a ambientação do aluno na plataforma de aprendizagem e a socialização entre os colaboradores de determinado curso.

Uma boa ideia é que o treinamento seja iniciado com um tutorial de navegação onde os alunos conhecerão o ambiente virtual e todos os seus recursos e funcionalidades.

Além disso, fóruns de discussão são uma ótima maneira de fazer com que os alunos socializem entre si.

Monitorar o tempo nos treinamentos on-line

Outro desafio é ensinar os alunos a administrar o tempo. Muitas vezes as discussões on-line – que são ricas em referências e materiais de apoio – podem levar mais tempo do que um debate presencial.

Com isso, muitos alunos não estão preparados para administrar seu tempo, seja por causa do trabalho ou por não estarem habituados a gerenciar o próprio tempo de forma adequada.

Nesses casos, cabe ao instrutor orientar os colaboradores sobre boas práticas de gerenciamento do tempo no processo de capacitação. Além, é claro, de saber encerrar as discussões nos chats e fóruns.

Atividades em grupo

Por fim, existe o desafio das interações em grupo. O tempo de uma atividade em grupo de determinado treinamento pode ser grande.

Por isso, cabe ao instrutor regular o fluxo de informação, para que não haja excesso de informações, ou pior, informações irrelevantes durante uma dinâmica.

Caso contrário, a atividade pode perder o foco e, consequentemente, desmotivar os alunos.

Conclusão

A experiência do colaborador em um treinamento on-line é o que vai determinar o legado do curso. É a partir dela que surge o aprendizado consistente, aquele que faz com que o colaborador realmente internalize e utilize os conceitos e práticas apresentados.

A Younder sabe disso e trabalha com afinco para tornar os treinamentos para as equipes técnicas e operacionais em uma experiência transformadora que se traduz em resultados concretos e mensuráveis.

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