Treinamento para frotas

A importância do treinamento para motoristas de frota

Escrito por: Leandro Fernandes

A decisão de oferecer treinamento para uma equipe de motoristas nem sempre é tão óbvia – pode ser que essa demanda não pareça tão clara, ou que os resultados não pareçam ter margem para melhoras.

A verdade é que há diferentes maneiras de analisar situações da frota onde um treinamento pode fazer a diferença. Para isso, o gestor precisa avaliar os resultados com uma lupa e dispondo de critérios específicos para isso – é aí que entram os KPI – indicadores-chave de desempenho, em inglês.

Os indicadores, de início, podem servir para identificar problemas como: gasto excessivo de combustível, queda de produtividade, acidentes ou pequenos sinistros recorrentes, por exemplo. 

É também a partir deles que devem ser traçadas as metas e objetivos, seja promover a economia de combustível, diminuir custos de manutenção e, é claro, proteger as vidas envolvidas.

Quais indicadores observar para gestão de frota?

Quais indicadores observar para gestão de frota?

  • Relação entre as entregas que foram realizadas e as que haviam sido programas, ou seja, a produtividade;
  • Uso de combustível, levando em consideração a carga e modelo do veículo;
  • Questões ligadas à segurança, como mudanças bruscas de velocidade;
  • Multas, que podem ser medidas por motorista ou por rota;
  • Quantidades de sinistros ou acidentes.

Estes são apenas alguns dos exemplos possíveis de serem analisados. O importante é que esses problemas sejam identificados o quanto antes para que possam ser sanados – e é aí que entra a tratativa dos problemas, que é o treinamento dos motoristas.

☝️ OBS: Não podemos esquecer também um fator essencial que reforça a importância do treinamento: a proteção à vida. É claro que os lucros e retorno do investimento são relevantes, mas inserir uma cultura de segurança de frota que priorize a vida dos colaboradores e demais usuários das vias de trânsito é fundamental para qualquer empresa.

Analisando o perfil de “tomador de risco” dos condutores

Uma análise importantíssima nesse contexto de indicadores e medições é o de identificar o perfil dos motoristas de uma frota.

O que isso quer dizer exatamente?

Há diversos comportamentos que podem aumentar ou reduzir a chance de um acidente – desatenção no volante, desrespeito a leis e normas de trânsito, por exemplo.

O perfil analisa não somente o comportamento no trânsito, mas no dia a dia, refletindo a forma como os colaboradores trabalham na sua rotina.

Como é medido o perfil de “tomador de risco”?

Para analisar o perfil de cada condutor é feito uma série de avaliações que incluem desempenho, mas também que envolvem o comportamento do profissional. O método busca encaixar o motorista em três níveis de perfil de risco: baixo, médio ou alto.

Vale esclarecer que toda frota precisa de treinamento. O fato de uma frota não ter vítimas fatais em acidentes não elimina a necessidade de preparar os motoristas para situações de risco.

O que o perfil de tomador de risco atua de forma preventiva e vai indicar quais os condutores que estão mais propensos a promover um acidente.

Análise de Acidentalidade

A análise começa com um questionário e inclui desde avaliações do conhecimento até a telemetria do simulador, registrada durante a aula prática.

👉 Por exemplo: se durante a aula prática no simulador o condutor mudar de faixa sem dar seta, isso contará como uma ação pontual, que impactará na avaliação. Além disso, o simulador de direção gera dados de telemetria que são usados para análise, identificando possíveis erros de condução e infrações.

Por que identificar o perfil dos condutores da sua frota?

– O perfil do tomador de risco ajuda a definir quais motoristas precisam do treinamento de maneira mais urgente. Além disso, essa análise pode direcionar o tipo de curso ideal para cada tipo de condutor. Desta forma, a tratativa do problema será mais direcionada e assertiva. Afinal, cada indivíduo tem uma personalidade.

– Complemento para os dados analisados nos relatórios de telemetria, o perfil pode ser esclarecedor ao mostrar possíveis fontes de multas, sinistros e até mesmo manutenções que poderiam ser evitadas – além, é claro, de reduzir as chances de um acidente. Tudo isso gerando dados individuais e coletivos.

– Importantíssimo, essa análise mais minuciosa irá ajudar a reduzir as chances de acidentes, sejam eles graves ou não.

Ciente da necessidade da identificação comportamental dos condutores da frota, vamos falar um pouco de como aplicar um treinamento eficaz.

Entenda o estilo de aprendizagem

perfis de aprendizagem

Não é novidade para ninguém que cada pessoa aprende em um ritmo, guiada por maneiras diferentes de absorver conteúdo – algumas pessoas são mais visuais, outras mais guiadas pelo som e ainda outras que guardam a informação através de movimentos, de prática.

Esses três estilos são chamados VAC – Visual, Auditivo e Cinestésico, uma teoria de Fernald e Keller e Orton-Gilingham, estudiosos do ensino.

De acordo com ela, essas três maneiras de interpretar o mundo e absorver experiências norteiam o processo de aprendizado.

É claro que não há a necessidade de criar cursos ou treinamentos diferentes para cada estilo, mas oferecer uma combinação entre eles em diferentes tarefas é possível e ideal, criando conteúdo que possa ser 100% aproveitado por qualquer tipo de aluno.

Que tipo de treinamento para motorista devo aplicar?

Agora que já entendeu a importância do treinamento, vale comentar que capacitação não é inerentes à habilitação – o motorista habilitado a dirigir não necessariamente está preparado para fazê-lo da maneira mais segura e eficiente.

Há duas questões importantes nesse sentido: o treinamento precisa trazer resultado para a empresa, mirando sempre nos indicadores de performance e nas metas traçadas inicialmente, ao mesmo tempo em que precisa fazer sentido aos alunos e atingir todos os estilos de aprendizagem.

Afinal, o que é um problema para a empresa não é necessariamente um problema direto para o colaborador, que impacta no seu dia a dia. É imprescindível que esses ruídos sejam identificados e tratados nos treinamentos.

Dito isso, há cursos obrigatórios para exercício de atividade profissional na condução de veículos:

  • Direção defensiva, para garantir a segurança nas vias;
  • Aula prática em simuladores de direção, para familiarizar o motorista com o veículo específico que vai dirigir;
  • Transporte de pessoas;
  • Transporte de cargas, incluindo cargas sensíveis ou perigosas;

Além dos cursos obrigatórios, a importância do treinamento se faz necessária para comunicar as instruções específicas da cultura de segurança de cada empresa.

Assista ao vídeo abaixo e veja como a Comgás treinou seus colaboradores para prevenir acidentes de trânsito.

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Conclusão

Um treinamento bem aplicado pode fazer enorme diferença não só na produtividade e nos lucros de uma empresa, mas também no bem estar e segurança dos colaboradores e familiares.

  • A análise dos indicadores revela pontos cruciais em que pode ocorrer perda de recursos ou risco;
  • A identificação do perfil dos tomadores de risco entre os motoristas ajuda a desenhar uma imagem dos hábitos a serem tratados nos treinamentos;
  • Os cursos devem combinar estilos de aprendizado para incluir todo tipo de estilo de aprendizado;

E por fim, cultivar uma cultura de segurança na empresa é fundamental para saúde dos negócios, colaboradores e da sociedade. Conte com a gente para inovar nos treinamentos da sua equipe.

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