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Qual é a diferença entre simulador de treinamento e de videogame?

Escrito por: Leandro Fernandes

Jogar um videogame de simulação basta para estar treinado para a vida real? O simulador de direção educacional é apenas um joguinho? Vamos esclarecer.

Com o avanço da tecnologia, é muito mais comum se deparar com jogos de videogame que parecem simular a vida real. Muitos deles se aproximam da experiência dos simuladores: são softwares que colocam os jogadores em uma posição de reproduzir algo do mundo físico em um mundo virtual.

Embora o gênero chamado “simulador” tenha se tornado extremamente popular nos games, os simuladores de direção educacionais possuem um uso bastante diverso: o do aprendizado e treinamento, principalmente para familiarizar os condutores com situações de risco sem expô-los de fato ao perigo.

A história da simulação vai longe: um dos primeiros registros da tecnologia sendo usada para treinar pilotos em situações simuladas é na França, na Primeira Guerra Mundial. Os pilotos de avião aprendiam a mirar nos alvos usando simuladores em solo. Ao longo do tempo, e com a criação da computação gráfica, os simuladores ficaram muito mais imersivos.

Quais as semelhanças entre os simuladores

Há, sim, algo de essencialmente parecido entre os simuladores de direção educacionais e aqueles encontrados nos videogames: ambos buscam transportar para um mundo virtual as leis da física e o comando realista de veículos. No entanto, se diferenciam no objetivo final, já que videogames abrem mão das amarras da realidade para divertir, o que não ocorre em um simulador de direção com foco em treinamento, educação e capacitação técnica.

Embora muitos jogos se aproximem muito da experiência de um simulador, como a série Flight Simulator, da Microsoft que é tanto por pilotos amadores quanto por profissionais em ambientes acadêmicos. Mesmo assim, para melhorar a experiência dos players, o simulador acaba sacrificando um pouco de toda a rigidez técnica dos softwares utilizados, por exemplo, por companhias como Airbus e Boeing para treinar pilotos.

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Por que utilizar um simulador de direção educacional

Há profissões que podem ser treinadas sem grandes riscos. Se um escritor praticar por conta própria, ele vai, no máximo, produzir alguns textos ruins. Um piloto de avião, motorista, operadores de empilhadeira e até médicos já têm um risco muito maior envolvido. Um treinamento na prática pode resultar em acidentes graves e até mortes, especialmente no caso de situações mais desafiadoras, como tempo ruim, tombamento, falha de freio em serra, má iluminação, pista esburacada, aquaplanagem, estouro de pneu ou estradas com curvas perigosas.

O melhor método para treinamento, então, é usar o simulador de direção. Médicos podem usar tecido sintético para treinar suturas, mas também podem praticar com tecnologias imersivas para o caso de cirurgias. Para pilotos, motoristas e operadores de empilhadeiras os simuladores são a melhor escolha, pois conseguem desenvolver habilidades em um ambiente seguro e controlado.

Objetivo do simulador de direção para treinamento

O simulador de direção não tem como principal objetivo entreter. Ele nasce e é desenvolvido para o aprendizado e treinamento de motoristas. É verdade que muitos deles podem até dividir a estrutura básica (cockpit) com alguns videogames, mas é nos detalhes que mora a diferença.

Motoristas da Coca-Cola FEMSA | Brasil em treinamento
Motoristas da Coca-Cola FEMSA | Brasil em treinamento

O simulador de direção educacional não busca oferecer a diversão, NÃO “ameniza” as leis da física para tornar a experiência mais agradável e nem oferece um sistema de recompensas de acordo com o desempenho.

As “missões”, neste caso, são apenas situações apresentadas para treinar o condutor do veículo para avaliá-lo no processo e capacita-lo para situações de risco. No entanto, ao fim da situação, não haverá uma música triunfal ou uma contagem de pontos abstratos na tela explicando o quão bem o usuário passou pelos obstáculos e, sim, relatórios que monitoram os erros de conduta, infrações e perfil de risco de um motorista, por exemplo, e, assim, ser possível criar uma estratégia educacional para corrigi-los.

Quais cenários os motoristas são inseridos no simulador

O uso mais comum da simulação é expor o condutor em um cenário de risco em um ambiente seguro e controlado – ou seja, proporcionar a experiência sem o perigo envolvido. Isso pode ir de situações como aquaplanagem, tombamento, objetos na pista e até falhas mecânicas.

Motorista no simulador de caminhão

Vamos usar de exemplo uma simulação com chuva. No videogame, o estágio chegaria após muitas missões normais, que ensinariam o básico, para então apresentar um grande desafio – e é isso que o jogo faz, desafia.

Motoristas de carga em sala de aulaO simulador de direção educacional está mais preocupado em preparar o usuário no ato para dirigir sob chuva intensa, ou então, a capacitar o motorista para uma situação de aquaplanagem. Em vez de fazê-lo na vida real, é muito mais seguro praticar em um ambiente virtual.

Conclusão

É importante lembrar que o simulador sozinho não abraça todas as necessidades de capacitação e treinamento de um motorista.

Para aproveitar a experiência, é necessário somá-la a aulas teóricas, estabelecendo procedimentos de segurança e preparando efetivamente o condutor para a situação que ele vai enfrentar, tanto no simulador quanto na vida real.

Outra coisa importantíssima é a utilização de sistemas de telemetria para monitorar a frota antes e depois do treinamento, além de pesquisas de perfil do condutor, para adequar todo o treinamento para a equipe.

Treinamentos com o uso de simulador de direção educacional possibilitam um melhor preparo aos motoristas, antecipando as situações de risco e promovendo maior performance e eficiência para as empresas.

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